BRASIL - A redução gradual do limite de jogadores estrangeiros nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pode aumentar a busca por processos de naturalização entre atletas que atuam há mais tempo no país. A mudança aprovada pelos clubes prevê menos vagas para jogadores de outras nacionalidades nos próximos anos e faz com que a cidadania brasileira passe a ser uma alternativa para alguns profissionais.
A partir de 2027, o limite de estrangeiros relacionados por partida será reduzido de nove para oito atletas. A regra seguirá uma queda progressiva até chegar a cinco jogadores em 2030. Com isso, jogadores estrangeiros que já cumprem requisitos legais para obter a cidadania brasileira podem deixar de ocupar uma das vagas destinadas aos atletas de fora do país.
Kannemann abriu caminho para naturalização
Um dos exemplos recentes é o zagueiro Kannemann. O jogador argentino passou a ter cidadania brasileira em 2026 e deixou de ser contabilizado como estrangeiro pelo Grêmio.
A naturalização pode ser uma opção principalmente para atletas que vivem há vários anos no Brasil. O meia uruguaio Arrascaeta, do Flamengo, por exemplo, iniciou o processo em 2023. O jogador chegou ao país em 2015, quando foi contratado pelo Cruzeiro.
