Afinal, estamos sozinhos na imensidão do Universo? A Agência Espacial Europeia (ESA) prepara uma ofensiva científica sem precedentes para responder a essa que é uma das perguntas mais antigas da humanidade. Serão lançadas duas missões complementares dedicadas ao estudo de exoplanetas, como são chamados os mundos fora do nosso Sistema Solar.
A primeira é a PLATO, sigla para Trânsitos Planetários e Oscilações de Estrelas. Depois, será a vez do Levantamento Ampliado em Infravermelho para Sensoriamento Remoto da Atmosfera de Exoplanetas (ARIEL).
Asterossismologia e 26 câmeras: a estratégia do telescópio PLATO
Com lançamento previsto para o início de 2027, a missão PLATO assume o papel de caçadora de sistemas planetários. Até o momento, a maioria dos milhares de exoplanetas conhecidos orbita estrelas pequenas e frias, chamadas anãs vermelhas, ou está posicionada perto demais de suas estrelas hospedeiras. O novo observatório mudará essa perspectiva ao focar a detecção em planetas rochosos que orbitam a zona habitável de estrelas amarelas idênticas ao nosso Sol, onde as condições de radiação são mais favoráveis à existência de água líquida e à vida.
Para cumprir esse feito, o telescópio espacial carrega um conjunto inovador de 26 pequenas câmeras integradas operando de forma perfeitamente sincronizada.
