A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ingressou na madrugada desta quarta-feira (23) com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para impedir que Luiz Inácio Lula da Silva utilize na propaganda eleitoral imagens ou trechos do discurso proferido na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.
A analista de Política da CNN Clarissa Oliveira avalia, ao Live CNN, que a estratégia jurídica se apoia em um precedente criado durante a campanha de Jair Bolsonaro, quando a campanha adversária acionou a Justiça Eleitoral por situação semelhante.
Segundo Clarissa, a leitura do movimento é bastante evidente: “A gente não acha errado que ele suba na tribuna, na ONU e faça um discurso como esse. Afinal de contas, Jair Bolsonaro fez e foi a campanha adversária que acionou a Justiça Eleitoral na época contra ele. Mas a questão é: se não pode para um, não pode para o outro também”, explicou o argumento usado pela campanha.
Divergências no TSE enfraquecem o argumento
O problema da alegação da campanha de Flávio Bolsonaro, de acordo com Clarissa Oliveira, é que, na época do caso envolvendo Jair Bolsonaro, o próprio TSE não foi unânime em seu julgamento.
“O Tribunal Superior Eleitoral não era unânime em avaliar que teria de fato havido um abuso da parte de Jair Bolsonaro ao falar sobre eleições na tribuna da ONU”, destacou a analista.
