O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento da investigação contra 3 ex-diretores da Polícia Rodoviária Federal relacionada às operações realizadas durante o 2º turno das eleições de 2022. A decisão foi tomada na 3ª feira (22.set.2026) e segue manifestação da Procuradoria Geral da República, que considerou insuficientes os elementos contra os investigados.
A apuração envolvia Djairlon Henrique Moura, ex-diretor de Operações, Luis Carlos Reischak Junior, ex-diretor de Inteligência e ex-superintendente da PRF no Rio Grande do Sul, e Rodrigo Cardozo Hoppe, que atuou na área de inteligência da corporação. Os 3 haviam sido indiciados pela Polícia Federal em janeiro de 2025.
Na ocasião, a PF atribuiu aos investigados suspeitas relacionadas a crimes como desobediência, prevaricação e restrição ao exercício do direito de voto. A apuração também envolveu outros integrantes da PRF e um ex-coordenador da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
A decisão foi tomada no momento em que o TSE reforça as regras para a atuação da PRF nas eleições. Portaria publicada nesta 4ª feira (23.set.2026) determina que eventuais bloqueios de rodovias durante o pleito sejam justificados à Justiça Eleitoral, com informações sobre os motivos, a duração e os impactos no trânsito.
Decisão
Ao analisar o caso, Moraes acolheu o entendimento da PGR de que não havia justa causa para manter a investigação contra os 3 ex-dirigentes.
