O presidente chines Xi Jinping desembarca nesta quarta-feira (23) nos Estados Unidos, quase dez anos depois de sua última visita. Entre temas como terras raras, inteligência artificial, minerais críticos… o encontro com Donald Trump coloca também o agronegócio, e principalmente a soja, entre temas na mesa de negociações.
O que for decidido essa semana terá o poder de redesenhar rotas de exportação, mexer com os preços nas bolsas internacionais e redefinir a participação da produção brasileira no comércio da oleaginosa.
A nova cúpula acontece quatro meses depois dos dois líderes se encontrarem em Pequim, que terminou sem grandes avanços comerciais na pauta agro.
O maior parceiro comercial do Brasil chega mais forte a esse novo encontro em solo norte-americano. Aumentar as compras de grãos pode ser a moeda de troca para a China que quer previsibilidade na relação econômica e um compromisso político mais sólido de Trump.
Ao criar barreiras comerciais para a China, Trump desagradou os agricultores norte-americanos que dependem do país asiático como cliente. Os produtos agrícolas representam uma fatia expressiva das exportações para o mercado chinês, antes da guerra comercial se acirrar, com faturamento de US$ 29 bilhões em 2024.
Brasil saiu ganhando na guerra comercial de EUA X China
Há exatos dez anos, a China comprava a soja brasileira e norte-americana em proporções praticamente iguais, 50% de cada. A relação começou a mudar durante o primeiro governo de Donald Trump.
