O furacão Polo colocou o litoral do México em alerta depois de atingir a categoria 5, com ventos de 270 km/h. Rebaixado para a categoria 4 durante a madrugada, o sistema continua perigoso e deve avançar paralelo à costa do Pacífico, trazendo chuva forte, ondas altas e risco de inundações e deslizamentos.
A tempestade ganhou força em um período marcado por um El Niño excepcionalmente intenso. Em 19 de setembro, a temperatura da superfície do mar em uma região do Pacífico centro-oriental estava 3,05 °C acima da média, superando o recorde de 3,02 °C registrado em 2015.
Polo segue próximo à costa
O Polo alcançou a categoria máxima da escala Saffir-Simpson na noite de terça-feira (22), segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). Poucas horas depois, os ventos diminuíram para até 250 km/h, levando o sistema à categoria 4.
A rota prevista aponta para noroeste, mantendo o furacão próximo e paralelo ao litoral mexicano. Por enquanto, isso afasta a possibilidade de uma passagem direta sobre as áreas costeiras. O risco, porém, permanece.
Colima, Michoacán e Guerrero podem registrar rajadas de 70 a 90 km/h e ondas de 7 a 9 metros. Em Jalisco e Oaxaca, a previsão aponta ondas de 2 a 3 metros.
A distância do Polo em relação à costa ainda é incerta. “Ainda existe incerteza sobre quão próximo o furacão chegará da costa, e parece provável que haja alguns impactos de vento, chuva e ressaca”, afirmou o NHC.
