O feriado da Independência, por sua própria natureza, é o momento em que a sociedade civil vai às ruas para celebrar a nação e expressar publicamente seus valores. No entanto, no último 7 de Setembro, no município de Içara, no sul de Santa Catarina, o exercício pacífico dessa cidadania tornou-se alvo de uma grave ofensiva estatal.
Durante o desfile cívico, membros da Igreja Assembleia de Deus marcharam exibindo faixas com afirmações elementares da doutrina cristã, como “casamento é monogâmico e heterossexual” e “somos contra a ideologia de gênero”.
Contudo, a reação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) foi instaurar uma Notícia de Fato para apurar suposta “homofobia” e discriminação, acionando inclusive a Prefeitura Municipal.
Em sua comunicação oficial, o MPSC declarou que o procedimento busca investigar “possível prática de discriminação contra pessoas LGBTQIA+” e destacou o despacho da promotora de Justiça Rafaela Mozzaquattro Machado, que justificou a medida afirmando que os fatos envolveriam “a proteção de direitos fundamentais e o combate à discriminação, com potencial repercussão na tutela de interesses difusos e coletivos”.
Ora, o que assistimos em Santa Catarina é a cristalização do assédio institucional contra a cosmovisão cristã.
