O Manchester United registrou nesta quarta-feira (23) o sétimo prejuízo anual consecutivo. O clube inglês teve perda líquida de £43 milhões (R$ 293 milhões) no exercício encerrado em 30 de junho de 2026, acima dos £33 milhões (R$ 224,7 milhões) registrados no ano anterior.
O resultado foi influenciado principalmente pelos custos relacionados às contratações de jogadores e à saída do técnico Ruben Amorim. O United contabilizou uma despesa extraordinária de £8,2 milhões (R$ 55,8 milhões) com a demissão do treinador e processos de reestruturação.
O prejuízo ocorre apesar das medidas adotadas pelo bilionário britânico Jim Ratcliffe, acionista minoritário e responsável pelas operações de futebol do clube, para tentar recuperar a rentabilidade. Entre as ações estão cortes de funcionários e aumento dos preços dos ingressos.
As ações do Manchester United, negociadas na Bolsa de Nova York e que acumulam alta de quase 24% em 2026, caíram 3% no pregão pré-abertura desta quarta.
Pressão das regras financeiras
O Manchester United, 20 vezes campeão inglês, acumula quase £190 milhões (R$ 1,29 bilhão) em prejuízos desde o exercício financeiro de 2024.
A Premier League possui as Regras de Rentabilidade e Sustentabilidade (PSR, na sigla em inglês), criadas para limitar gastos excessivos dos clubes.
