Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, conhecido como Marcelo Piloto e apontado como líder do CV (Comando Vermelho), teve a sua pena aumentada para 28 anos e 1 mês de prisão, em regime fechado, em razão do assassinato de uma jovem de 18 anos no Paraguai.
A decisão é do Tribunal do Júri da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que considerou Marcelo culpado pelo homicídio triplamente qualificado de Lidia Meza Burgos, ocorrido em 2018. Inicialmente, a pena havia sido estabelecida em 24 anos e 9 meses de prisão.
De acordo com informações da Justiça Federal, o crime foi caracterizado como homicídio cometido mediante meio cruel, dissimulação e com o objetivo de assegurar a impunidade dos delitos praticados no Brasil.
A vítima, que era garota de programa, foi encontrada por policiais paraguaios com a faca cravada no pescoço, após ser atingida com 53 golpes. Ela foi atacada dentro da cela em que o réu se encontrava preso, em um quartel da Polícia Nacional paraguaia, e não teve chance de defesa.
Marcelo participou do julgamento por videoconferência, a partir da Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, onde está preso desde 2018.
A sentença foi proferida pela juíza federal responsável pela condução do júri, após a decisão dos jurados pela condenação.
