Os preços do arroz em casca seguem firmes no Rio Grande do Sul, impulsionados pela disputa entre as indústrias brasileiras e os compradores internacionais. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta restrita e a necessidade de recomposição dos estoques industriais têm levado compradores a elevar os valores oferecidos aos produtores.
Apesar de um ligeiro aumento da presença de vendedores no mercado nos últimos dias, a disponibilidade do cereal continua limitada. Produtores mais capitalizados permanecem retraídos, à espera de novas valorizações, enquanto aqueles com necessidade de caixa intensificaram as negociações, inclusive para financiar o preparo do solo para a safra 2026/27.
Do lado comprador, algumas indústrias voltaram a atuar com maior intensidade no mercado. Empresas que anteriormente priorizavam a aquisição de arroz já armazenado em suas próprias estruturas passaram a buscar novos lotes para recompor os estoques.
Diante da resistência dos produtores em aceitar as ofertas vigentes, parte dos compradores precisou reajustar os preços para garantir o abastecimento.
Exportações ampliam disputa pelo arroz brasileiro
De acordo com o Cepea, a concorrência pela matéria-prima é mais intensa nas regiões próximas ao Porto do Rio Grande, onde a demanda internacional continua aquecida.
