O Brasil é líder mundial quando o assunto é adoção de criptoativos, segundo o Geography of Cryptocurrency Report 2026, da Chainalysis.
O estudo divulgado nesta quarta-feira (23) observou a “atividade cripto” nos 12 meses até junho de 2026. Ao longo deste período, o país contabilizou US$ 252,5 bilhões em negócios ligados a criptomoedas, à frente de economias como Estados Unidos, Nigéria, Japão e Coreia do Sul.
A movimentação por aqui representa 2,7% dos US$ 9,4 trilhões que rodaram pelo mundo.
A analise aponta que o Brasil ultrapassou mercados mais estabelecidos por apresentar atividade forte e relativamente equilibrada nas diferentes formas de utilização de criptoativos, associando parte relevante desse movimento às empresas, que estariam utilizando stablecoins - criptomoedas cuja cotação é atrelada ao desempenho de outros ativos reais, como o dólar - para liquidez e transferências internacionais.
A Chainalysis levanta ainda como possíveis explicações para o desempenho do país maior clareza regulatória, investimentos e fortalecimento das ofertas locais.
O documento cita as novas regras introduzidas pelo Banco Central para prestadores de serviços de ativos virtuais, incluindo requisitos de governança, gestão de risco, segurança, compliance e capital mínimo.
A avaliação apresentada é que as barreiras maiores podem pressionar empresas menores e contribuir para uma consolidação do setor.
