A disfunção erétil não é uma doença de causa única. Alterações vasculares, hormonais e neurológicas, determinados medicamentos e fatores psicológicos podem estar por trás da dificuldade de obter ou manter uma ereção. Por isso, antes de discutir tratamentos, é preciso entender qual mecanismo está predominando naquele paciente.
Quando existe suspeita de comprometimento vascular, o ultrassom Doppler peniano dinâmico pode trazer informações importantes. O exame permite avaliar de forma objetiva a hemodinâmica do pênis durante a ereção, observando tanto a chegada do sangue pelas artérias quanto sua manutenção nos corpos cavernosos. Com isso, ajuda a diferenciar a disfunção erétil de origem arterial, a chamada disfunção veno-oclusiva, em que há dificuldade de manter o sangue no pênis, e os quadros mistos ou não vasculares. Não é um exame indicado rotineiramente para todos os homens com disfunção erétil, mas pode ser bastante útil em casos selecionados.
O Doppler também pode identificar alterações anatômicas associadas, como placas da doença de Peyronie, fibrose e variações vasculares. Essas informações ajudam a orientar a escolha do tratamento, que pode envolver medicamentos, injeções intracavernosas e, em situações específicas, procedimentos cirúrgicos.
