Os data centers ganharam espaço nos planos de governo dos principais candidatos à Presidência. Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos defendem, com diferentes propostas, a expansão da infraestrutura necessária para desenvolver e operar sistemas de inteligência artificial.
A ideia é ampliar a capacidade computacional do país. Mas há diferenças sobre o papel do Estado, os incentivos fiscais, a presença de empresas estrangeiras e as exigências ambientais. Especialistas ouvidos pela BBC ressaltam que mais servidores não significam, automaticamente, soberania digital.
O que está nos planos
Lula relaciona os data centers à soberania digital. Seu programa prevê infraestrutura computacional nacional, serviços de nuvem e supercomputadores desenvolvidos ou operados por instituições brasileiras. Também estabelece exigências relacionadas à eficiência energética, fontes renováveis, impactos sobre os sistemas elétrico e hídrico e conteúdo local.
Caiado propõe incentivos tributários condicionados a exigências ambientais, tecnológicas e sociais. Flávio Bolsonaro e Zema apostam na atração de investimentos privados, com ênfase em energia barata e confiável e em regras capazes de estimular a instalação dessas estruturas.
Renan Santos defende incentivos e zonas econômicas especiais para inteligência artificial. Augusto Cury trata a IA como infraestrutura estratégica de Estado, mas não apresenta uma proposta específica para data centers.
