Para acessar mercados internacionais estratégicos, as frutas brasileiras precisam atender a exigências que vão além da qualidade e do sabor.
Produtores e exportadores são cada vez mais cobrados por rastreabilidade, sustentabilidade, segurança dos alimentos, regularidade no fornecimento, tecnologia e eficiência logística.
O Brasil se destaca entre os três maiores produtores mundiais de frutas, mas ainda ocupa uma posição menos relevante, em 23ª lugar, entre os fornecedores internacionais.
Para Waldyr Promicia, presidente da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados), ampliar a participação brasileira nas exportações depende da abertura de novos mercados e da adaptação dos produtores e exportadores às exigências dos compradores.
“Somos um importante produtor, mas exportamos em 2025 cerca de U$ 1,5 bilhão, enquanto produtores menores, como o Chile, exportam US$ 10 bilhões. Precisamos continuar avançando na abertura de mercados”, diz.
Segundo ele, a União Europeia é atualmente um dos principais destinos das frutas brasileiras, mas o mercado vem aumentando a cobrança sobre aspectos relacionados à produção, à segurança dos alimentos e à sustentabilidade.
Entre as mudanças observadas pelo setor está a maior importância dada às certificações e à rastreabilidade.
Segundo Promicia, certificações como a Global GAP, por exemplo, que atesta boas práticas agrícolas, eram facultativas, mas se tornaram obrigatórias.
