Quando discursar na Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira (23), Delcy Rodríguez estará a apenas 20 minutos de táxi do local onde seu antecessor deposto, Nicolás Maduro, aguarda em prisão preventiva.
Analisando a agenda que ela seguiu durante sua viagem a Nova York, Rodríguez parece ter reservado tempo suficiente antes de seu discurso para tentar tirar seu país do isolamento que enfrenta desde 2018, quando Maduro fez o último discurso naquele fórum por um chefe de Estado venezuelano.
Após pousar nos Estados Unidos na segunda-feira (21), Rodríguez disse ter chegado “com a firmeza e a esperança de um povo que acredita no diálogo e na unidade entre as nações.” No mesmo dia, ela se reuniu com o Secretário-Geral da ONU, António Guterres; o presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Ilan Goldfajn; o presidente do Grupo Banco Mundial, Ajay Banga; e a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva.
Não está claro quais benefícios essas reuniões podem trazer a Rodríguez, ainda assombrada por questões de legitimidade por não ter sido eleita para o cargo que ocupa.
Mas a passagem do tempo está jogando a seu favor.
Embora a presidência de Donald Trump termine em janeiro de 2029, ainda não há data para a próxima eleição presidencial na Venezuela.
