O desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), votou ao menos duas vezes a favor dos interesses do Banco Master em um processo envolvendo a Usina Cansanção de Sinimbu, de Jequiá da Praia (AL). Em recuperação judicial, a empresa disputa com a União o valor de uma indenização por prejuízos atribuídos à política de preços do setor sucroalcooleiro.
O Banco Master atuou no processo ao lado da usina. Segundo a Polícia Federal, a instituição buscava comprar direitos creditórios de empresas em recuperação judicial para aumentar artificialmente sua liquidez.
Seis meses depois das decisões, a advogada Camilla Rose Ewerton Ferro Ramos e Gabriel Ribeiro Gonçalves Ramos, mulher e filho do desembargador, assinaram contrato com o banco de Daniel Vorcaro. O acordo previa honorários de até R$ 427 milhões em caso de êxito em ações judiciais que somavam R$ 8,5 bilhões.
As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Advogado pede investigação ao CNJ
Nesta terça-feira (22), o advogado Alex Ferreira Borralho apresentou uma reclamação disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pediu investigação sobre a conduta de Newton Ramos.
