O governo brasileiro monitora o que considera ser uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026, com foco especial em ações que, na visão do Palácio do Planalto, teriam o objetivo de beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Segundo apuração do analista de Política da CNN Caio Junqueira ao CNN Prime Time quatro frentes distintas são acompanhadas de perto pelo governo.
Pressão política direta e impulsionamento de perfis
A primeira frente monitorada diz respeito a manifestações públicas de Donald Trump e do secretário de Estado Marco Rubio. Caio Junqueira explicou que o governo entende que o modelo a ser adotado no Brasil seria semelhante ao que ocorreu em outros países da América Latina, como Colômbia e Honduras.
“Na véspera praticamente da eleição em Honduras, o Trump foi às redes sociais e conclamou o povo hondurenho a votar no candidato da direita”, relatou Junqueira, acrescentando que a candidata de esquerda acabou ficando em terceiro lugar naquela disputa.
A segunda frente envolve o impulsionamento de perfis pró-Flávio Bolsonaro e pró-direita a partir dos Estados Unidos. Há uma suspeita, compartilhada pela campanha do PT e pelo candidato Renan Santos, de que estaria ocorrendo uma onda de impulsionamentos pagos do exterior em favor de Flávio Bolsonaro.
A campanha de Flávio Bolsonaro nega veementemente essa acusação.
