O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta, big tech que controla as redes sociais Facebook e Instagram, retire links de venda divulgados em perfis supostamente vinculados ao senador e candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Divulgada nesta terça-feira, 22, a decisão partiu do corregedor-geral da Justiça Eleitoral em exercício, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
Com esse parecer, o TSE acata reclamação feita pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a campanha encabeçada pelo petista, mais de 1,8 mil publicações foram divulgadas em formato collab, recurso no Instagram que permite a divulgação simultânea de um mesmo conteúdo em mais de uma conta. À Justiça, o PT afirma que cerca de 500 perfis teriam sido usados de modo indevido para, por meio de divulgação de links da plataforma de comércio eletrônico Shopee, promoverem a campanha de Flávio. Conforme a denúncia, o grupo divulgaria produtos com referência positiva ao presidenciável do PL.
Na ação, a coligação petista também cita o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), e o deputado federal Mário Frias (PL-SP). Em termos legais, o PT acusa o trio do Partido Liberal de uso indevido das redes sociais, abuso dos poder econômico e abuso de poder político.
Em sua decisão, Cueva deu 48 horas para a Meta retirar do ar os links indicados pelo PT.
