O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, defendeu que o STF (Supremo Tribunal Federal) deixe de julgar processos contra políticos. A declaração foi dada durante sabatina à Record TV na noite desta terça-feira (22).
Segundo Renan, a competência do Supremo para analisar ações envolvendo autoridades cria uma relação de dependência entre integrantes do Congresso Nacional e ministros da Corte. “Os ministros só são tão interessantes para os presidentes e para o Congresso porque eles julgam casos que beneficiam político ladrão”, afirmou.
O candidato também defendeu mandatos de, no máximo, oito anos para os integrantes do STF e restrições à atuação de escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros. Renan disse que, caso eleito, pretende transformar o Supremo em uma corte voltada principalmente à análise de questões constitucionais.
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“Se a gente tirar do STF os poderes de julgar casos de políticos, não existe mais lobby no Supremo. O STF fica pequeno em suas atribuições, republicano e importante em temas abstratos”, declarou.
Para substituir o atual modelo, Renan propôs uma corte formada por desembargadores escolhidos por sorteio.
