O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, apresentou uma questão de ordem nesta 3ª feira (22.set.2026) para tentar uniformizar as regras para a indenização de usinas do setor sucroalcooleiro pela União.
A iniciativa do ministro se dá depois de publicação do Metrópoles que revelou o plano de um grupo de advogados que atuava pelo Banco Master para que o ministro Nunes Marques validasse individualmente a indenização, permitindo o pagamento de precatórios para a instituição.
De acordo com a reportagem, cujo teor foi confirmado pelo Poder360, o grupo era nomeado como Turma do KN -em referência a Kassio Nunes Marques. O ministro nega ter atuado em favor do banco e de seu fundador, Daniel Vorcaro (leia mais abaixo).
O caso foi analisado pela 2ª Turma do STF em 2025. Os ministros julgaram a necessidade de perícia individual para comprovar prejuízos causados às usinas do setor sucroalcooleiro pelo controle de preços exercido pelo IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool) -extinto em 1990, no governo de Fernando Collor de Mello. Venceu o voto de Nunes Marques, por 3 a 2 -votaram contra Gilmar Mendes e André Mendonça.
Entre os integrantes da Turma do KN, está a advogada Camila Ramos, mulher do juiz federal do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) Newton Ramos.
