O desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), proferiu ao menos dois votos favoráveis aos interesses do Banco Master em um processo envolvendo a Usina Cansanção de Sinimbu, em Jequiá da Praia, Alagoas. Em recuperação judicial, a empresa busca definir o valor da indenização devida pela União por supostos prejuízos causados pela política de preços do setor sucroalcooleiro.O Master, que buscava adquirir direitos creditórios de usinas em recuperação judicial para, segundo a Polícia Federal, inflar artificialmente a liquidez do banco, atuou no processo em conjunto com a usina.Seis meses depois dos votos proferidos por Newton, a mulher do desembargador, a advogada Camilla Rose Ewerton Ferro Ramos, e o filho do magistrado, Gabriel Ribeiro Gonçalves Ramos, firmaram um contrato que pagaria até R$ 427 milhões com o banco de Daniel Vorcaro caso tivesse êxito em todas as ações judiciais, que totalizavam R$ 8,5 bilhões.Ao Estadão, o desembargador Newton Ramos afirmou que o primeiro julgamento favorável à usina “foi julgado em bloco, em sessão virtual com aproximadamente 300 processos” (leia a íntegra abaixo). A advogada Camilla Ramos, mulher do magistrado, não se manifestou até a publicação da reportagem.
Desembargador beneficiou Master 6 meses antes de sua mulher fechar contrato com Vorcaro
Por Matheus Alleoni · Jovem Pan
