No século 19, diferentes escritores românticos morreram no auge de suas carreiras devido à tuberculose, considerada a grande doença daquele período. Hoje, quem ocupa a posição também é um quadro que leva à morte de jovens, ainda que não seja causada por uma bactéria ou qualquer outro agente vivo. Tratam-se das doenças mentais, como transtornos depressivos, neuróticos e de estresse, uso de álcool e drogas e esquizofrenia.
Apesar das diferenças entre as mazelas separadas por quase 200 anos, podemos dizer que ambos são os principais causadores da morte de jovens das suas épocas. Para o século 21, pesquisadores da Universidade de Queensland (Austrália) relataram que pacientes com doenças mentais graves morrem mais de uma década antes do que a população geral. A descoberta foi publicada no dia 18 de setembro na revista científica Lancet Regional Health.
Isso não quer dizer que o cenário psicológico geral tenha piorado. Além do diagnóstico e do tratamento com profissionais ser mais incentivado nos dias de hoje, os cientistas destacaram que a taxa de mortalidade melhorou nos últimos 14 anos entre os pacientes com condições consideradas graves de saúde mental.
“Houve algumas melhorias, mas a diferença nas taxas de expectativa de vida ainda persiste: homens com transtornos mentais morrem 12 anos mais cedo do que a população em geral, e mulheres morrem 10 anos mais cedo”, observou Mike Trott, da Universidade de Queensland, em comunicado.
Pessoas com doenças mentais severas morrem 10 anos mais cedo, estima estudo
