Lula discursou nesta terça-feira (22) na abertura da Assembleia Geral da ONU, em sua décima participação no evento. Em comparação ao discurso do ano anterior, o tom adotado em 2026 foi significativamente mais duro, com foco na soberania nacional e com claros acenos ao contexto eleitoral brasileiro.
Durante o Hora H desta terça, os analistas de Política Pedro Venceslau e Julliana Lopes analisaram os discursos de Lula de 2025 e 2026. A defesa da soberania nacional foi apontada por Julliana como o ponto mais óbvio do discurso.
“Com recados diretos para Marco Rubio sem citar Marco Rubio, e para Donald Trump sem citar Donald Trump”, destacou a analista.
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Em 2025, Lula havia adotado um discurso voltado à defesa das instituições democráticas brasileiras, com ênfase na resiliência democrática interna do país diante de ataques recentes, além de apelar para a cooperação global por meio de pactos multilaterais.
Naquele ano, o discurso também tratou da aliança global contra a fome e da regulação das plataformas digitais, e incluiu homenagens ao papa Francisco e a Pepe Mujica, que haviam falecido recentemente.
Em 2026, o discurso começou com a frase “o sentimento que me move hoje é o da indignação”, sinalizando o tom mais combativo.
