Uma nova geração de telescópios espaciais promete ampliar nossa visão do Universo, permitindo observar galáxias formadas nos primeiros bilhões de anos e estudar a composição das atmosferas de planetas distantes. É o início de uma revolução astronômica sem precedentes históricos.
Entre as tecnologias mais aguardadas para transformar a ciência espacial está o observatório LISA, desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ESA) em parceria com a NASA. A missão foi formalmente aprovada para construção no início de 2024 e tem lançamento previsto para 2035 a bordo de um foguete Ariane 6. O projeto promete redefinir a astrofísica moderna ao monitorar o tecido do cosmos com extrema precisão.
Ondas gravitacionais no lugar da luz
Sigla para Antena Espacial de Interferômetro Laser, o LISA é talvez o projeto mais inovador entre os equipamentos de próxima geração porque não funciona como um telescópio tradicional.
Ele não usará nenhum tipo de luz, seja visível, infravermelha ou raios X, para observar o céu. Como explica o astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e colunista do Olhar Digital, o observatório será algo completamente diferente do que estamos acostumados. “Será um telescópio que não foi projetado para ver o Universo, e sim para sentir a sua vibração”.
