Todos os anos, mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio. A situação levou a OMS (Organização Mundial da Saúde) a desenvolver um Plano de Ação para a Saúde Mental. O que não era planejado, no entanto, é que a mitigação dos casos precisará ser resultado de um trabalho conjunto entre tratamentos tradicionais - com psiquiatras e psicólogos - e cuidado com o meio ambiente. Afinal, cientistas descobriram que a exposição à poluição atmosférica está associada a um risco aumentado de pensamentos suicidas e mortes por suicídio.
Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Epidemiology & Community Health em 15 de setembro, e reforçam a necessidade de considerar as exposições ambientais como fatores de risco para problemas de saúde mental. Em comunicado, a equipe declarou que “integrar a saúde ambiental às políticas de saúde, por meio da colaboração de estratégias de redução da poluição e de intervenções direcionadas, pode reduzir o risco de suicídio e melhorar o bem-estar mental da população”.
Qual é a relação?
Apesar dos resultados, o papel potencial dos fatores ambientais no risco de suicídio é menos compreendido pelos cientistas. Por isso que o recente estudo tomou diferentes bases de evidências, como a poluição atmosférica, sonora, luminosa e hídrica. Fatores sociais, demográficos e referentes à sexo e renda também foram analisados.
Como poluição do ar pode aumentar suicídios, segundo este estudo
