A Meta testou uma espécie de “concierge humano” para seu novo agente pessoal de inteligência artificial (IA), o Muse. A iniciativa envolvia trabalhadores contratados pela empresa realizando discretamente algumas das ligações telefônicas que deveriam ser feitas pelo agente digital, segundo publicações internas da companhia vistas pela Reuters.
O teste foi comunicado aos funcionários na semana passada, pouco depois de a Meta lançar publicamente o recurso de ligações telefônicas do Muse.
A iniciativa, porém, provocou preocupações entre funcionários da empresa. Alguns alertaram que permitir que humanos lidassem com essas chamadas poderia fazer com que informações sensíveis fossem compartilhadas involuntariamente com trabalhadores de centrais de atendimento.
Em uma das publicações internas, uma vice-presidente da divisão SuperIntelligence Labs, da Meta, reconheceu que foi um erro iniciar os testes de ligações feitas por contratados sem informar adequadamente os usuários. Segundo ela, a empresa “recuou esse recurso” por enquanto.
A executiva afirmou ainda que a Meta continua aprimorando as ligações feitas por IA. Alguns testes indicaram que a participação humana poderia elevar a taxa de sucesso das chamadas para entre 95% e 98%, contra porcentagem menor quando o processo é realizado pela IA.
