SÃO LUÍS - A defesa de uma mulher que denunciou ter sofrido racismo junto com a filha, uma criança autista, em um shopping de São Luís, pediu à Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) a apuração da conduta dos policiais que atenderam a ocorrência.
Pedrolina do Espírito Santo da Silva, conhecida como Keyla Negona, procurou a Corregedoria acompanhada de um advogado para pedir informações sobre o andamento da apuração relacionada à atuação dos policiais no dia do caso.
Segundo a defesa, Keyla foi levada em uma viatura até a delegacia, enquanto a outra mulher envolvida na discussão seguiu em um veículo próprio acompanhada por agentes.
“Eu perguntei lá no shopping se eu poderia vir no meu carro [e disseram que] não. Mas a pessoa que me discriminou racialmente veio no carro dela. Por que eu não posso?”, questionou Keyla Negona.
O advogado informou que também pretende acompanhar, nesta terça-feira (22), o andamento do inquérito na Delegacia de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância, que investiga a suspeita de prática de racismo durante a discussão registrada no shopping.
O caso aconteceu na quarta-feira (16), durante o horário do almoço, na praça de alimentação de um shopping localizado no bairro do Calhau, em São Luís.
A Polícia Civil investiga a denúncia feita por Keyla, que afirma que a filha, uma criança autista, foi chamada de “pretinha” durante uma discussão.
