Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, adotou um tom pessoal e religioso na carta enviada ao ministro André Mendonça, do STF, em que pede a revogação de sua prisão.
Logo na abertura, Henrique afirma que fala “em nome de Deus e da justiça”. Mais adiante, ao lembrar que Mendonça era o relator quando foi preso, diz que acreditava que o ministro reconheceria rapidamente o que considera uma injustiça.
“Imaginei que um homem de Deus não iria permitir essa injustiça”, escreveu.
A carta também traz um relato íntimo sobre a relação com Daniel Vorcaro. Henrique afirma que o filho evitava conversar com ele sobre assuntos relacionados ao Banco Master e que ele próprio era pouco envolvido nos negócios de Daniel.
Apesar do distanciamento profissional, faz uma declaração enfática sobre o vínculo familiar. “Minha relação com Daniel de pai e filho é boa, eu o amo muito, muito, muito”, afirma.
Henrique conta ainda que Daniel trabalhou ao seu lado dos 15 aos 33 anos e que depois decidiu seguir um “voo solo”. Segundo ele, sentiu a distância do filho nos negócios e chegou a sofrer com essa rejeição.
No documento, o pai de Vorcaro usa justamente essa separação profissional para tentar afastar qualquer associação automática entre ele, o Banco Master e as investigações envolvendo Daniel. Em um dos trechos, pede que não seja “arrastado” para o caso apenas por ser pai do empresário.
