O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta 3ª feira (22.set.2026) na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Pela 10ª vez à frente do Debate Geral, voltou a defender uma mudança na composição do Conselho de Segurança da ONU, pauta que leva à tribuna desde 2003. Leia a íntegra do discurso (PDF - 180 kB).
A demanda aparece em praticamente todos os discursos de Lula na ONU e virou uma demanda dos governos petistas. O argumento central não mudou em duas décadas: os 5 membros permanentes do Conselho -Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França- têm poder de veto e podem impedir a aprovação de resoluções.
No discurso deste ano, Lula disse que 2026 é o “momento mais crítico” das Nações Unidas desde que ocupou a tribuna pela 1ª vez, em 2003. Também chamou o veto de “vício de origem” da Carta da ONU e disse que o mecanismo deu às grandes potências “o privilégio da insensatez”.
No plenário, o presidente disse: “somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel”. Disse, ainda, que “os líderes dos países que integram o Conselho de Segurança precisam se reunir”.
Desta vez, vinculou a crítica ao veto à atual crise das Nações Unidas e disse que os 5 membros permanentes não podem continuar concentrando o poder de decisão sobre questões de paz e segurança.
A defesa brasileira inclui a ampliação do número de membros permanentes e mudanças nas regras do veto.
