O Ministério da Fazenda reduziu de 5,1% para 4,9% a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026. O dado consta no Boletim Macrofiscal publicado nesta terça-feira (22) pela Secretaria de Política Econômica (SPE). Mesmo com a revisão para baixo, a estimativa permanece acima do teto da meta de inflação, de 4,5%.
Segundo a SPE, a revisão foi motivada pelos resultados do IPCA até julho, que ficaram em parte abaixo do projetado anteriormente, especialmente no grupo de alimentação no domicílio e, em menor medida, no de serviços.
A secretaria também citou a melhora das expectativas de inflação para 2026, a manutenção da taxa Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica no segundo semestre de 2026.
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Ao mesmo tempo, o cenário considerado pela Fazenda mantém fatores de pressão sobre os preços. Entre eles está o El Niño, que, segundo a SPE, pode elevar os preços dos alimentos in natura ainda neste ano, com efeitos mais significativos concentrados na safra de 2027.
No ambiente externo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou as incertezas sobre os impactos da alta do petróleo em outras cadeias produtivas.
