Flávio Bolsonaro faz campanha em Vitória da Conquista (BA)
Charles Vieira
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou uma ação de investigação judicial eleitoral protocolada pela campanha de Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL), seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) por suposto abuso de poder econômico e político e uso indevido de redes sociais.
A ação pede a investigação de uma suposta rede de perfis no Instagram que, segundo os autores, funciona como um impulsionamento irregular dos conteúdos de Flávio Bolsonaro por meio de collabs, ou compartilhamento de posts. O g1 entrou em contato com a assessoria de campanha de Flávio Bolsonaro, mas não obteve resposta. O texto será atualizado se o candidato se manifestar.
O corregedor-eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, admitiu a ação nesta terça-feira (22) e determinou que o Facebook, empresa tamém gerida pela Meta, dona do Instagram, preserve os registros e metadados das collabs e forneça os dados cadastrais, endereços de IPs e os acessos nos últimos 90 dias dos perfis citados.
🔍 A collab é um recurso no Instagram que permite que uma mesma publicação seja postada em perfis diferentes, de forma simultânea e compartilhada. A Justiça Eleitoral proíbe que contas oficiais de candidatos participem dos sistemas de recomendação nas redes sociais. Ou seja, impede que seu conteúdo seja recomendado por algoritmos a usuários que não seguem o perfil do candidato.
TSE aceita ação do PT que pede investigação de suposta rede de collabs para promover Flávio Bolsonaro no Instagram
