O tempo virou uma ameaça para os produtores de soja em diferentes regiões do Brasil. Enquanto o Sul ainda enfrenta os efeitos de tempestades, alagamentos e enchentes, a frente fria avança pelo país e muda a distribuição das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste. O cenário coloca o produtor diante de extremos opostos, com excesso de água em algumas áreas e calor, umidade irregular e déficit hídrico em outras.
No Sul, o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, explica que os chamados tsunamis meteorológicos não têm relação com terremotos. O fenômeno pode ocorrer quando sistemas meteorológicos muito intensos provocam alterações bruscas na pressão atmosférica e no comportamento do oceano, gerando ondas que podem se intensificar momentaneamente.
Segundo Müller, linhas de tempestades muito fortes podem favorecer esse tipo de ocorrência. O vento também exerce papel importante, já que o atrito sobre a superfície do mar transfere energia para a água e pode aumentar a altura das ondas. Ou seja, embora o nome faça referência aos tsunamis tradicionais, a origem é completamente diferente.
A boa notícia para as áreas mais afetadas do Sul é que a frente fria deve avançar e a chuva tende a diminuir gradualmente na região, favorecendo o início da recuperação dos locais atingidos. Ao mesmo tempo, a redução da precipitação pode contribuir para diminuir o excesso de umidade em áreas onde os volumes foram elevados.
