O Ministério da Fazenda divulgou, nesta 3ª feira (22.set.2026), o Boletim Macrofiscal de setembro elaborado pela SPE (Secretaria de Política Econômica). O documento reduziu de 2,3% para 2,0% a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026.
Também recuou a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial de inflação do país, deste ano, de 5,1% para 4,9%. Leia a íntegra - (PDF 840 KB).
Principais números:
PIB 2026 - de 2,3% para 2,0%;
IPCA 2026 - de 5,1% para 4,9%;
INPC 2026 - de 5,3% para 5,1%;
IGP-DI 2026 - de 5,6% para 5,0%;
IPCA 2027 - de 3,6% para 3,8%;
Petróleo Brent (2026) - de US$ 79,2 para US$ 87,7 o barril;
Selic acumulada (2026) - de 14,16% para 14,22%.
PIB POR SETOR
A queda na projeção do PIB de 2026 reflete a desaceleração em 2 dos 3 setores da economia:
serviços - projeção caiu de 2,4% para 1,8%, com o aumento do comprometimento da renda das famílias com dívidas;
indústria - estimativa recuou de 2,1% para 1,7%, pressionada pelo custo elevado do crédito na indústria de transformação;
agropecuária - foi o único setor com revisão para cima, de 1,8% para 2,8%, beneficiado pela safra de grãos.
Para o 3º trimestre de 2026, a SPE projeta alta de 1,8% na comparação interanual, ante 2,0% no 2º trimestre. Para 2027, a estimativa de crescimento do PIB caiu de 2,5% para 2,3%. De 2028 a 2030, a projeção permanece em 2,6% ao ano.
