O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,3% para 2,0%, refletindo principalmente a desaceleração do setor de serviços, influenciada pelo comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas.
"A projeção para o setor de serviços caiu de 2,4% para 1,8% e a da indústria, de 2,1% para 1,7%, movimentos parcialmente compensados pela agropecuária, revisada de 1,8% para 2,8%. Nos serviços, a revisão decorre do carrego mais fraco deixado pelo primeiro semestre e da transmissão defasada da política monetária sobre a demanda doméstica", explica o governo no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta terça-feira (22).
A publicação, divulgada bimestralmente, reúne projeções de curto e médio prazo para indicadores de atividade econômica e inflação utilizados no processo orçamentário da União.
"Ainda que o endividamento das famílias siga estável em proporção da renda, o comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, o que limita a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo", explica o ministério.
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A pasta menciona ainda o desempenho da indústria, pressionada pelo custo do crédito e pela demanda mais fraca por bens de consumo, enquanto a atividade extrativa continua sustentando o setor.
Fazenda reduz previsão de crescimento da economia para 2% e cita alta do peso das dívidas das famílias
