O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta 3ª feira (22.set.2026) na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Foi a 10ª vez que ele abriu o evento. Além da pauta internacional, reservou parte da fala a temas de política interna que também estão na campanha eleitoral brasileira.
Faltam menos de duas semanas para o 1º turno, marcado para 4 de outubro. As pesquisas mais recentes mostram a corrida embolada. Levantamento do PoderData/Aya, divulgado em 17 de setembro, mostrou Lula com 37% das intenções de voto para o 1º turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tinha 36%. A diferença está dentro da margem de erro.
No cenário de 2º turno, a disputa está ainda mais apertada. Outro levantamento, da AtlasIntel/Bloomberg, também de 17 de setembro, apontou Flávio com 47,2% das intenções de voto. Lula tinha 46,8%.
Não é incomum que um presidente brasileiro transforme a ONU em palanque eleitoral. Em 2022, Jair Bolsonaro (PL) usou a tribuna para dizer que seu governo extirpou a “corrupção sistêmica” do país. Criticou Lula e líderes de esquerda. Disputava a reeleição contra o petista.
Lula esperou até o fim do discurso para falar explicitamente sobre as eleições no Brasil. Disse que os brasileiros vão “decidir entre democracia e negacionismo” em outubro. Afirmou que não vai permitir que “os inimigos da democracia, internos e externos” interfiram na vontade popular. Leia nesta reportagem um resumo.
