O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU, em Nova York, EUA, em 22 de setembro de 2026
Mike Segar/Reuters
Ao longo de duas décadas e dez pronunciamentos no plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas (2003-2008 e 2023-2026), a política externa expressa no discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por uma reorientação de prioridades.
Se no primeiro ciclo de mandatos o foco principal era o otimismo da inclusão social, na expansão do comércio Sul-Sul e na crítica ao protecionismo agrícola dos países desenvolvidos, os discursos recentes posicionam o Brasil na liderança do combate à emergência climática, na regulação das plataformas digitais e na defesa da soberania democrática contra o extremismo.
O que permaneceu
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Combate à fome e à pobreza
Desde 2003, o tema é levado ao plenário da ONU por Lula, destacando a criação do programa Fome Zero no Brasil e propondo a criação de um Fundo Mundial ou Comitê de Combate à Fome.
Em 2005, o presidente citou Josué de Castro ("a fome é expressão biológica de males sociológicos"), lembrando o primeiro diretor-geral da FAO, figura evocada novamente em 2008.
Em 2024, alertou que o número de pessoas passando fome no mundo aumentou em mais de 152 milhões desde 2019 e lançou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza no âmbito do G20.
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