A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) moveu uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar (PL) e Mário Frias (PL-SP) por uso irregular das redes sociais.
A Corte acatou o pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais e abriu o processo judicial contra os parlamentares, com exceção de Mario Frias. A Justiça entendeu que, por ele ser candidato a deputado federal, a competência originária do TSE sobre ele será reanalisada após a apresentação da defesa.
A coligação acusa Flávio, Mário e Alfredo de criarem uma rede coordenada de perfis para multiplicar o alcance das candidaturas. Isso teria ocorrido sem transparência e sem controle contábil.
A legenda ainda afirmou que as publicações eram feitas por coautoria, sendo possível que o conteúdo circulasse simultaneamente entre os seguidores de todos os mencionados nos posts.
“Sustenta que os dados revelam estrutura montada, e não crescimento orgânico, e que a rede não é composta por apoiadores espontâneos, porquanto 74 dos perfis mapeados são contas oficiais de candidatura ou de campanha, envolvidas em 207 collabs (42,1% do conjunto analisado), sendo 26 delas do Partido Liberal. Aponta padrão fixo de associação entre candidaturas proporcionais e a candidatura majoritária, entre as quais a do investigado Mario Frias (PL/SP), com 10 collabs, nove com o perfil @flaviobolsonaroapoio”, diz trecho da decisão.
