O velório do jornalista e escritor Zuenir Ventura vai acontecer na sede da ABL (Academia Brasileira de Letras), no Rio de Janeiro, na quarta-feira (23). Segundo uma publicação no Instagram da instituição, a causa da morte ocorreu em casa, em decorrência de uma pneumonia.
Ventura passou por diversas redações no Brasil e construiu a carreira em coberturas políticas e sociais. Em 2008, foi considerado pela ONU “um dos cinco jornalistas que mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos anos”. Também foi vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo, do Prêmio Vladimir Herzog e do Prêmio Jabuti de Reportagem.
Como escritor, ele ganhou destaque com a obra “1968 - O Ano que não Terminou”, que retrata os eventos políticos, culturais e sociais do ano no Brasil. O livro vendeu mais de 400 mil exemplares. Membro da ABL, ele foi o sétimo ocupante da Cadeira nº 32, eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna.
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O jornalista foi casado por mais de seis décadas com Mary Ventura, com quem teve dois filhos: a editora Elisa Ventura e o também jornalista Mauro Ventura.
No cinema, codirigiu o documentário “Um Dia Qualquer” e foi roteirista de “Paulinho da Viola: Meu Tempo é Hoje”, de Izabel Jaguaribe.
