Um relatório de inteligência da Polícia Federal associou a atuação do advogado-geral da União, Jorge Messias, em um episódio relacionado à investigação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao risco de uma eventual nova indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O conteúdo foi revelado pelo ministro André Mendonça, que reproduziu um relatório de mais de 70 páginas para contestar a validade dos documentos utilizados pelo ministro Alexandre de Moraes para questionar sua atuação nas investigações das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
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O trecho consta de uma análise feita pela PF sobre a decisão da Advocacia-Geral da União de não atender a uma solicitação do diretor-geral da Polícia Federal para recorrer de uma decisão de Mendonça.
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O documento chegou a dedicar tópicos específicos ao “acionamento da AGU”, às “hipóteses sobre a decisão da Advocacia-Geral da União” e à relação entre Messias e Mendonça.
Segundo Mendonça, o documento chegou a relacionar a decisão da AGU à religião dos dois. O ministro classificou como “abjeta e leviana” a hipótese apresentada no relatório de que uma “matriz religiosa comum” e o apoio de igrejas evangélicas às indicações de ambos ao STF ajudariam a explicar a opção de Messias por não recorrer da decisão.
