O funcionamento do helicóptero baseia-se na atuação de rotores, que funcionam como asas rotativas para gerar sustentação e empuxo sem necessitar de velocidade relativa do corpo da aeronave no ar.
Ao contrário dos aviões de asas fixas, essa estrutura permite pairar no ar, decolar verticalmente e realizar manobras em qualquer direção.
O rotor principal é o componente fundamental para manter a aeronave no ar. Ele é composto por pás que atuam como aerofólios, gerando força ascendente ao girar em alta velocidade, alcançando cerca de 400 rotações por minuto.
A altitude e o deslocamento são regidos por dois comandos mecânicos exercidos sobre o rotor:
Comando coletivo: Alavanca que altera o ângulo de ataque de todas as pás simultaneamente, fazendo o helicóptero subir ou descer.
Comando cíclico: Altera o ângulo de ataque de cada pá individualmente em setores do disco de rotação, permitindo inclinar o empuxo e deslocar a aeronave para a frente, para trás ou para os lados.
A função do rotor de cauda e o equilíbrio físico
De acordo com a Terceira Lei de Newton, a força exercida pelo rotor principal faz com que a fuselagem do helicóptero tenda a girar no sentido oposto. Para anular esse torque e garantir a estabilidade, utiliza-se o rotor de cauda.
Acionado por pedais pelo piloto, o rotor de cauda altera o ângulo de suas pás e controla a guinada, o movimento lateral do nariz da aeronave para a esquerda ou para a direita.
