Publicada em 1989, “1968: O Ano que Não Terminou”, é considerada uma das mais potentes obras do escritor e jornalista Zuenir Ventura, que teve a morte confirmada nesta terça-feira (22), aos 95 anos.
No título, ele retrata os fatos que marcaram o conturbado ano de 1968 no país, período em que a ditadura militar decretou o AI-5, Ato Institucional que deu força ao período mais repressivo do regime.
Ao longo das páginas, Ventura narra os principais eventos dessa fase, incluindo o assassinato do estudante Edson Luis, a Passeata dos Cem Mil e do AI-5, a contracultura hippie, o congresso da UNE em Ibiúna, a conspiração de militares de extrema-direita para explodir o Gasômetro e matar milhares de cariocas, o discurso do deputado Márcio Moreira Alves que revoltou as Forças Armadas e a pressão dos radicais pelo endurecimento do regime, entre outros fatos importantes.
Anos mais tarde, o livro também serviu de inspiração para a minissérie “Os Anos Rebeldes”, produzida pela TV Globo, em 1992. Na adaptação televisiva, criada pelo autor Gilberto Braga (1945-2001), a trama segue o romance entre os jovens Maria Lúcia e João Alfredo, e a trajetória de um grupo de colegas do tradicional Colégio Pedro II, desde 1964, quando se forma e instala no Brasil o regime militar, até 1985, altura em que a política governamental já influenciava seus destinos.
Mesmo diante de tanto amor, o casal vive em conflito por causa da política e da ideologia de cada um.
