Em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), o presidente Lula mandou recados para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem citá-lo nominalmente, mas fez também um discurso marcado com um tom de campanha, voltado para o Brasil.
O petista refutou qualquer intervenção externa nas eleições brasileiras e citou bandeiras de sua campanha eleitoral. Entre as quais, a defesa do PIX, o combate às bets e o fim da escala de trabalho 6x1.
A fala do brasileiro, que durou cerca de vinte minutos, começou com uma crítica ao imobilismo do Conselho de Segurança da ONU. Ele disse que o mundo enfrenta um dilema de optar pelo multilateralismo ou unilateralismo e defendeu a regulamentação das big techs e da inteligência artificial.
O tom principal de sua fala, porém, foi voltado para o público brasileiro. Ele disse que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, em uma referência à estratégia do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que tem adotado uma política de que a América do Sul deve ser tratada como um quintal americano.
Lula elegeu Rubio como seu principal adversário no governo Trump, a quem costuma poupar. Foi além ao criticar qualquer tipo de intervenção externa nas eleições brasileiras, um recado para o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que tem estabelecido uma parceria com Marco Rubio para adoção de medidas dos EUA contra o governo brasileiro.
"A democracia está novamente em xeque.
Na ONU, Lula manda recados para os EUA, mas também faz discurso em tom de campanha voltado ao Brasil
