Durante muito tempo, falar sobre inteligência artificial significava pensar em uma tecnologia capaz de responder perguntas, gerar textos ou fazer recomendações. O usuário fazia uma solicitação e recebia uma resposta. O lançamento do Muse, novo agente de inteligência artificial da Meta, mostra que essa relação está mudando. A ferramenta foi desenvolvida para ir além das respostas e executar tarefas em nome do usuário, podendo acessar e-mail, agenda, pagamentos, compras e outros serviços autorizados. A Meta também prevê integração com WhatsApp e seus óculos inteligentes.
É uma mudança real. Um assistente capaz de organizar uma viagem, acompanhar compromissos ou realizar tarefas da rotina pode reduzir bastante o esforço do usuário. Mas existe uma diferença fundamental entre uma ferramenta que recomenda algo e outra que tem autorização para agir em nosso nome. Quanto mais autonomia damos a uma tecnologia, maior a responsabilidade sobre os dados que ela passa a acessar.
Esse é um dos pontos centrais dessa nova fase da inteligência artificial. Para ser realmente útil, um agente precisa conhecer o contexto do usuário. E conhecer esse contexto significa lidar com informações capazes de revelar muito sobre sua rotina, seus interesses, seus hábitos e até suas preferências.
No caso do Muse, o usuário pode escolher quais aplicativos o assistente poderá acessar e cancelar essas autorizações quando quiser.
