Em seu último discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, no atual mandato à frente do Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou o palanque internacional para atacar o tarifaço comercial imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros e fazer campanha eleitoral a apenas 12 dias do primeiro turno das eleições gerais brasileiras.
Em uma fala dura, mas sem criticar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula condenou o que chamou de tentativa de interferência externa em assuntos do Brasil e disse que o país “não cabe no quintal de ninguém”.
“Precisamos de parceiros com uma agenda positiva, que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos”, afirmou o petista. “A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos que constituem gestos anacrônicos.”
No discurso, Lula afirmou ainda que o governo brasileiro tem “autoridade moral para rejeitar medidas protecionistas disfarçadas de apego à causa ambiental”.
“A Organização Mundial do Comércio respira por aparelhos. Quando os governos capitulam frente aos que usam tarifas como armas de coerção, as consequências são nefastas”, disse o petista, em referência ao tarifaço comercial imposto pelos EUA.
