O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22). A informação foi confirmada à CNN Brasil pela Academia Brasileira de Letras (ABL).
Ventura passou por diversas redações no Brasil e construiu a carreira em coberturas políticas e sociais. Em 2008, foi considerado pela ONU “um dos cinco jornalistas que mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos anos”. Também foi vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo, do Prêmio Vladimir Herzog e do Prêmio Jabuti de Reportagem.
Na obra, o jornalista retoma um ano importante na história brasileira, em que a ditadura militar decretou o AI-5, Ato Institucional que deu força ao período mais repressivo do regime. Ventura narra os principais eventos desse ano, incluindo o assassinato do estudante Edson Luis, a Passeata dos Cem Mil e do AI-5, a contracultura hippie, o congresso da UNE em Ibiúna, a conspiração de militares de extrema-direita para explodir o Gasômetro e matar milhares de cariocas, o discurso do deputado Márcio Moreira Alves que revoltou as Forças Armadas e a pressão dos radicais pelo endurecimento do regime, entre outros fatos importantes. O livro rendeu a Ventura o Prêmio Jabuti de Reportagem.
“Cidade Partida” (1994)
O livro-reportagem retrata os dez meses que Zuenir Ventura frequentou a favela de Vigário Geral (famosa pela chacina de 21 pessoas em agosto de 1993). Ele comparar a experiência com a mobilização da sociedade civil contra violência que levou ao movimento Viva Rio.
