A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta no comparecimento às urnas como comprovação de prova de vida no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para diminuir a abstenção de idosos.
Quem for votar automaticamente já terá a prova de vida realizada, o que dispensa o procedimento de revisão exigido anualmente. Os dados serão encaminhados diretamente para a Justiça Eleitoral e incluídos no sistema do INSS.
O Ministério da Previdência espera alcançar 40 milhões de aposentados e pensionistas com a medida, que pode ter impacto para ajudar a atrair o eleitorado com mais de 70 anos.
Em dados de diferentes institutos de pesquisa, Lula tem performado melhor nesse eleitorado do que na parcela jovem da população, de 16 e 17 anos, e que também não tem voto obrigatório.
A campanha também tem feito acenos com propostas para a terceira idade e criação de políticas públicas específicas em um eventual novo governo.
Essa faixa da população corresponde a 17 milhões de eleitores. Em 2022, mais da metade dos eleitorado com mais de 70 anos não votou e o PT tem pregado que é preciso “participação recorde” nessas eleições. A campanha de Lula criou um cadastro da “geração Lula” para ajudar a disseminar conteúdos por canais de informação.
Lula passou, inclusive, a levar a seus discursos em comícios o apelo para que o eleitor com mais de 70 anos vá às urnas. O pedido apareceu em seus dois últimos eventos, em Guarulhos (SP) e Florianópolis (SC).
