Conquistar a confiança da sociedade é um dos principais desafios do setor nuclear. Episódios históricos e percepções consolidadas ao longo de décadas ajudam a explicar por que parte da sociedade ainda vê as aplicações nucleares com receio, apesar da operação segura de milhares de instalações nucleares e radiativas em dezenas de países.
Esse receio está associado a acontecimentos marcantes: as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, em 1945; os acidentes nas usinas Three Mile Island, em 1979, Chernobyl, em 1986, e Fukushima, em 2011; e acidentes radiológicos como o do césio-137, em Goiânia, em 1987. Some-se a isso a preocupação com a destinação definitiva dos rejeitos radioativos, popularmente conhecidos como “lixo atômico”.
Ao mesmo tempo, a tecnologia nuclear gera empregos e renda, impulsiona o desenvolvimento científico e tecnológico, contribui para a produção de energia com baixas emissões de carbono e tem aplicações importantes na medicina, na indústria e na agricultura.
O Brasil ocupa posição relevante no setor nuclear, reunindo grandes reservas de minério de urânio e domínio de diferentes etapas do ciclo do combustível nuclear. O País dispõe de capacidade para minerar urânio, produzir combustível nuclear e operar usinas nucleares, além de contar com cerca de 30 instalações nucleares, mais de 3.600 instalações radiativas nas áreas médica, industrial e de pesquisa, e 15 instalações destinadas ao armazenamento de rejeitos.
