O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu aos 95 anos. Com cerca de 70 anos de carreira, o profissional era o sétimo ocupante da Cadeira n.º 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL) e deixou legado extenso, tendo feito parte de grandes veículos de comunicação e publicado obras premiadas.
Zuenir Ventura ingressou no jornalismo em 1956, inicialmente como arquivista. No início da década de 1960, recebeu uma bolsa para estudar no Centro de Formação dos Jornalistas de Paris e, ao retornar ao Brasil, passou por publicações como Correio da Manhã, Fatos & Fotos, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ e Jornal do Brasil. Também foi colunista de O Globo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
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Além da atuação nas redações, consolidou-se como escritor e autor de importantes livros-reportagem. Em 1988, lançou “1968 - O Ano que Não Terminou”, uma de suas obras mais conhecidas, que ultrapassou 400 mil exemplares vendidos e serviu de inspiração para a minissérie “Anos Rebeldes”, da TV Globo.
No ano seguinte, publicou no Jornal do Brasil a série de reportagens “O Acre de Chico Mendes”, trabalho que lhe rendeu os prêmios Esso de Jornalismo e Vladimir Herzog.
