O dólar operava em alta na primeira hora de negociação desta terça-feira (22), acompanhando o avanço da moeda americana frente a divisas de emergentes e de países exportadores de commodities. No mercado doméstico, o movimento também refletia a repercussão da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e a avaliação de agentes de câmbio sobre demanda corporativa sazonal no mercado à vista.
Às 9h54, o dólar à vista subia 0,49%, a R$ 5,1330. Na máxima do período, a moeda chegou a R$ 5,1354, com alta de 0,53%. Na mínima, marcou R$ 5,1144, avanço de 0,12%.
No cenário externo, a moeda americana ganhava força ante moedas como o peso mexicano, o peso colombiano e o rublo russo, em meio à queda do petróleo e do minério de ferro.
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No Brasil, a ata da reunião da semana passada do Copom manteve, na leitura do mercado, a perspectiva de continuidade dos cortes da taxa Selic. O colegiado afirmou que a magnitude do ciclo de calibração dos juros será ajustada conforme a evolução do cenário, diante de incerteza historicamente elevada e de riscos altistas para a inflação.
A ata também reforçou que a política monetária deve permanecer restritiva, com a inflação pressionada pela demanda e reação firme em caso de choques de oferta com efeitos de segunda ordem. Na reunião anterior, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto porcentual, para 13,75%, no quinto corte consecutivo.
