SÃO LUÍS - Antes das redes sociais, dos aplicativos de mensagem e da facilidade para publicar qualquer coisa na internet, o fanzine era uma das formas mais importantes de comunicação entre artistas e integrantes da cena punk. Em São Luís, essa história ganhou páginas, recortes e colagens com a Punks Invaders, publicação artesanal criada há mais de 20 anos pelo arquiteto Isomar e pelo historiador Josinaldo.
Ao longo de sua trajetória, o projeto já lançou 10 edições. Depois de um período afastados da cena, os criadores retomaram a produção e estão preparando uma nova edição da publicação, que nasceu com a proposta de registrar e manter viva a história do punk produzido na capital maranhense.
O Imirante conversou com Isomar, que explicou como nasceu a vontade de colocar no papel uma movimentação cultural que tinha pouco espaço na mídia. “A ideia surgiu principalmente da necessidade de registrar a história que vinha sendo construída há vários anos em São Luís [...] e que era ainda pouco documentada”, confessou.
Punks Invaders nasceu como forma de comunicação
Segundo Isomar, a cena punk de São Luís já produzia bandas, shows, desenhos e outras iniciativas independentes quando a Punks Invaders surgiu. O fanzine acabou se tornando uma maneira de divulgar essas produções e manter contato com outras cenas do país.
“A cena punk daqui produziu bandas, produziu shows, fanzines, desenhos, toda uma movimentação independente.
